Caso Banco Master avança e envolve Banco Central, TCU e STF
As investigações envolvendo o Banco Master ganharam novos desdobramentos nesta semana após a Polícia Federal deflagrar uma nova fase da operação que apura supostas irregularidades financeiras ligadas à instituição. A apuração alcança o controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de familiares e outros nomes do mercado financeiro.
O caso, que começou com questionamentos sobre operações financeiras consideradas atípicas, passou a envolver diferentes órgãos do Estado, como o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Liquidação do banco e investigação criminal
Diante das suspeitas, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando suas atividades e nomeando um liquidante para administrar a venda de ativos e o pagamento de credores. A decisão foi baseada, segundo o BC, na situação econômico-financeira da instituição e no descumprimento de normas do sistema bancário.
Paralelamente, a Polícia Federal avançou na apuração de possíveis fraudes, incluindo a emissão de grandes volumes de CDBs com taxas acima do mercado, uso de ativos de baixa liquidez e operações que teriam inflado artificialmente a situação financeira do banco.
Nesta fase da investigação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões, por determinação do ministro Dias Toffoli.
Questionamentos no TCU e sigilo no STF
A liquidação do Banco Master também passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas da União, que solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre o processo. Após negociações entre os órgãos, ficou definido que o TCU fará diligências técnicas, sem inspeção formal, preservando o sigilo das informações sensíveis.
No campo judicial, o caso foi concentrado no Supremo Tribunal Federal após a identificação de autoridades com prerrogativa de foro nas investigações. O ministro Dias Toffoli determinou o sigilo de partes do inquérito, alegando risco de impacto ao sistema financeiro.
Repercussões políticas
Segundo a Polícia Federal, parte das operações investigadas envolveu bancos e fundos de pensão, com possível influência política para viabilizar determinadas transações. As apurações indicam que agentes políticos podem ter exercido pressão sobre instituições financeiras, o que ampliou o alcance do caso para o campo político.
As defesas dos investigados afirmam que colaboram com as autoridades e reforçam a confiança no esclarecimento dos fatos dentro do devido processo legal.


